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Em todo o mundo, 2,6 milhões de bebês morrem anualmente antes do primeiro mês de vida. Um milhão morre já no primeiro dia de existência. Outros 2,6 milhões são natimortos. Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (em inglês: United Nations Children’s Fund – Unicef).<br />
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Mais assustador do que essas estatísticas é saber que, de acordo com esse organismo internacional, cerca de 80% dessas mortes poderiam ter sido evitadas com cuidados básicos!<br />
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Trata-se de uma triste realidade, presente, sobretudo, em regiões mais pobres, desprovidas de recursos e onde as autoridades não conseguiram implementar ações estratégicas capazes de assegurar aos pacientes e seus familiares a saúde<br />
e o bem-estar de que precisam.<br />
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Ressalte-se que recém-nascidos de famílias mais pobres têm 40% mais chances de morrer do que os nascidos em famílias com melhor renda.<br />
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No Brasil, apesar dos sucessivos anúncios de avanços na área econômica, esses dramas acontecem todos os dias, nas grandes e pequenas cidades, o que mostra a distância que ainda precisa ser percorrida para podermos alcançar o patamar<br />
mínimo de desenvolvimento social.<br />
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Para se ter uma ideia do tamanho do desafio, dentre 184 nações analisadas pelo Unicef, o Brasil figura como a 108º pior para recém-nascidos, com média de 9,9 mortes neonatais para cada 1 mil nascidos vivos.<br />
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De acordo com o relatório, a oferta de profissionais treinados e o acesso a insumos básicos (como água limpa e desinfetantes) e a práticas saudáveis (amamentação dentro da primeira hora, contato de pele com pele - entre mãe e bebê - e boa nutrição) poderiam fazer a diferença.<br />
<br />
Tudo tão simples que não deixa dúvidas: a morte dos recém-nascidos é consequência direta da precariedade da assistência no País, a qual deveria assegurar, por meio de sua rede pública, o acesso ao pré-natal, aos médicos e outros profissionais bem treinados, a medicamentos e a leitos de internação e de UTI, dentre outros itens necessários.<br />
<br />
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está convicta de que é possível dar um basta a essa situação: com o engajamento dos profissionais, o apoio da população e, principalmente, com a decisão política dos gestores de priorizar o enfrentamento desse problema multifatorial. Somente com o pleno envolvimento desses três segmentos, os indicadores de mortalidade e de morbidade neonatal cairão e a assistência poderá ser de qualidade!<br />
<br />
Para tanto, como primeira contribuição, a SBP apresenta aos pediatras e à população a campanha Nascimento Seguro, pela qual chama a atenção de todos para as etapas que devem ser cumpridas para reduzir a chance de complicações que colocam em risco mães e recém-nascidos.<br />
<br />
Na avaliação da Sociedade, é clara a importância do pediatra, o qual deve estar sempre presente em todos os nascimentos e também em consultas antes do parto. Trata-se do único especialista preparado e habilitado para cuidar de modo adequado dos recém-nascidos das crianças e dos adolescentes.<br />
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Assim, em todos os nascimentos deve estar o pediatra, como parte da equipe multiprofissional indispensável para que o recém-nascido seja atendido de modo seguro, seja ele normal ou com problemas de qualquer natureza, sobretudo os<br />
prematuros!<br />
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O objetivo é conscientizar por meio da informação a todos os gestores, equipes multiprofissionais, famílias e gestantes sobre a importância da presença do pediatra durante a gestação e no parto. Desse modo, determina-se uma nova postura de todos, cobrando dos tomadores de decisão os insumos mínimos para<br />
que a vida seja efetivamente celebrada no momento da chegada de um novo ser.<br />
<br />
Outros passos deverão ser dados nos campos dos debates técnico e político, sempre sob o lema da defesa inconteste do Nascimento Seguro. Esse é o compromisso assumido pela SBP com os pediatras e com os brasileiros.<br />
<br />
Esperamos que os gestores se debrucem sobre esta importante questão, promovendo a melhoria da infraestrutura dos hospitais e maternidades e estimulando a capacitação adequada de toda a equipe que cuida do binômio mãe-filho.<br />
<br />
Tudo em defesa do nascimento seguro. Afinal, juntos, fazemos uma Pediatria melhor e mais forte no País, mostrando que o pediatra cuida diuturnamente do nosso futuro!<br />
<br />
Forte abraço,<br />
<br />
Luciana Rodrigues Silva<br />
Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP

Em todo o mundo, 2,6 milhões de bebês morrem anualmente antes do primeiro mês de vida. Um milhão morre já no primeiro dia de existência. Outros 2,6 milhões são natimortos. Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (em inglês: United Nations Children’s Fund – Unicef).

Mais assustador do que essas estatísticas é saber que, de acordo com esse organismo internacional, cerca de 80% dessas mortes poderiam ter sido evitadas com cuidados básicos!

Trata-se de uma triste realidade, presente, sobretudo, em regiões mais pobres, desprovidas de recursos e onde as autoridades não conseguiram implementar ações estratégicas capazes de assegurar aos pacientes e seus familiares a saúde
e o bem-estar de que precisam.

Ressalte-se que recém-nascidos de famílias mais pobres têm 40% mais chances de morrer do que os nascidos em famílias com melhor renda.

No Brasil, apesar dos sucessivos anúncios de avanços na área econômica, esses dramas acontecem todos os dias, nas grandes e pequenas cidades, o que mostra a distância que ainda precisa ser percorrida para podermos alcançar o patamar
mínimo de desenvolvimento social.

Para se ter uma ideia do tamanho do desafio, dentre 184 nações analisadas pelo Unicef, o Brasil figura como a 108º pior para recém-nascidos, com média de 9,9 mortes neonatais para cada 1 mil nascidos vivos.

De acordo com o relatório, a oferta de profissionais treinados e o acesso a insumos básicos (como água limpa e desinfetantes) e a práticas saudáveis (amamentação dentro da primeira hora, contato de pele com pele - entre mãe e bebê - e boa nutrição) poderiam fazer a diferença.

Tudo tão simples que não deixa dúvidas: a morte dos recém-nascidos é consequência direta da precariedade da assistência no País, a qual deveria assegurar, por meio de sua rede pública, o acesso ao pré-natal, aos médicos e outros profissionais bem treinados, a medicamentos e a leitos de internação e de UTI, dentre outros itens necessários.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está convicta de que é possível dar um basta a essa situação: com o engajamento dos profissionais, o apoio da população e, principalmente, com a decisão política dos gestores de priorizar o enfrentamento desse problema multifatorial. Somente com o pleno envolvimento desses três segmentos, os indicadores de mortalidade e de morbidade neonatal cairão e a assistência poderá ser de qualidade!

Para tanto, como primeira contribuição, a SBP apresenta aos pediatras e à população a campanha Nascimento Seguro, pela qual chama a atenção de todos para as etapas que devem ser cumpridas para reduzir a chance de complicações que colocam em risco mães e recém-nascidos.

Na avaliação da Sociedade, é clara a importância do pediatra, o qual deve estar sempre presente em todos os nascimentos e também em consultas antes do parto. Trata-se do único especialista preparado e habilitado para cuidar de modo adequado dos recém-nascidos das crianças e dos adolescentes.

Assim, em todos os nascimentos deve estar o pediatra, como parte da equipe multiprofissional indispensável para que o recém-nascido seja atendido de modo seguro, seja ele normal ou com problemas de qualquer natureza, sobretudo os
prematuros!

O objetivo é conscientizar por meio da informação a todos os gestores, equipes multiprofissionais, famílias e gestantes sobre a importância da presença do pediatra durante a gestação e no parto. Desse modo, determina-se uma nova postura de todos, cobrando dos tomadores de decisão os insumos mínimos para
que a vida seja efetivamente celebrada no momento da chegada de um novo ser.

Outros passos deverão ser dados nos campos dos debates técnico e político, sempre sob o lema da defesa inconteste do Nascimento Seguro. Esse é o compromisso assumido pela SBP com os pediatras e com os brasileiros.

Esperamos que os gestores se debrucem sobre esta importante questão, promovendo a melhoria da infraestrutura dos hospitais e maternidades e estimulando a capacitação adequada de toda a equipe que cuida do binômio mãe-filho.

Tudo em defesa do nascimento seguro. Afinal, juntos, fazemos uma Pediatria melhor e mais forte no País, mostrando que o pediatra cuida diuturnamente do nosso futuro!

Forte abraço,

Luciana Rodrigues Silva
Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP

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